INICIAR SESIÓNClaraO grande diaDepois que Gael saiu todo nervoso, ele perdeu o controle do carro e acabou sofrendo um acidente terrível.Foi levado às pressas para o hospital, mas não resistiu.Eu não fiquei triste nem feliz.Gael poderia ter sido feliz se não fosse pela inveja doentia que sentia por Fernando.Fernando me contou que ele era gay, e a mãe dele fazia um inferno em sua vida.E Aline acabou surtando. Ela fez o maior barraco, dizendo que Fernando a iludiu.Meu amor a demitiu.Hoje é o meu casamento.Ai, nem acredito que vou me casar com o demônio de olhos verdes.— Mamãe, ocê tá linda.Diz Alice.Ela tá uma fofura no vestido azul de renda.— Obrigada, meu amor. Você também está muito bonita.Eu amo essa menina demais.No meu coração, ela é minha filha.— Chegou a hora, princesa. Tá pronta?— Sim.Sorrio e pego na mão dela.Caminhamos em direção ao altar.A música romântica começa a tocar.Só de chegar, meu noivo beija a minha testa.O padre dá início à cerimônia.Quando chega a hora do
ClaraSegundaAlice voltou da casa de duas amiguinhas da creche que são gêmeas idênticas.Os pais delas são pessoas adoráveis.A mãe é advogada, e o pai, um médico.Fernando pode ser mal-educado e rude, mas não é irresponsável. Não deixaria uma criança com pessoas ruins.Tô começando a achar que ele não é o vilão da minha história...Talvez seja o príncipe.Sorrio.Ele não tem nada de príncipe.Ele é o meu Sr. Moretti lindo e maravilhoso.— Carinha, ocê vai ser mia nova mamãe?Deixo de olhar para o desenho de princesa que passa na TV.— Minha princesinha, eu ia adorar ser mãe de uma menininha linda como você. Mas eu sou só a sua babá.Ela cruza os braços.— Ocê é mia mamãe agora.Sorrio.— Está bem, mas isso é segredo nosso, ok?Ela balança a cabeça, confirmando.Coloco-a em meu colo e beijo suas bochechas.— Eu te amo, minha princesinha linda.— Eu tabém, mamãe.— Alice, saia. Preciso falar com a Clara.Diz Gael, entrando na sala com uma cara feia.— Titio!Ela corre para abraçá-lo.
ClaraDomingo, dia de folga.— Você quer namorar comigo?Pergunto surpresa.Eu liguei para Gael porque preciso de ajuda para descobrir o que a naja da Aline planeja.Ele chegou com uma caixa de bombom e um lindo buquê de flores.— Sim, eu tô completamente apaixonado por você, te amo, princesa.Diz e me beija.Em nenhum momento retribuí o beijo.Afasto ele de mim.— Não, Gael, eu não posso.Ele me encara com raiva.— Por que não? Sei que sente o mesmo por mim.— Eu... não sinto, eu não amo você.Digo a verdade.— Mas... você me deu tantos sinais.— Me desculpa se eu te confundi, Gael, gosto muito de você de verdade, mas meu coração não acelera quando estamos juntos, desculpa.Ele olha de uma forma que não consigo decifrar e sai do meu quarto.Minutos depois, a porta do quarto abre e o demônio de olhos verdes entra.— Que bonito, dona Clara.— Aí, que susto, o que tá fazendo no meu quarto?— O que o Gael estava fazendo aqui? Se quiser namorar, terá que ser fora dessa casa.— Eu não tenh
ClaraUm mês se passou desde que meus tios miseráveis me sequestraram e agora eles estão no lugar certo: a prisão.Fernando disse que eles nunca mais vão sair da prisão.Eu perguntei como ele tinha certeza disso.E a resposta foi:— Porque vou subornar quem eu puder para garantir isso. As pessoas amam dinheiro.Fiquei chocada, mas não achei ruim.Aqueles vermes merecem.— Tem certeza de que não quer ajuda, Clara?Tânia me pergunta.Balanço a cabeça negativamente.— Não precisa, eu dou conta. A Lili vai ficar tão feliz.Eu tô preparando um bolo de milho com cobertura de chocolate, o favorito dela.— É tão bonita a relação de vocês duas. Parecem mãe e filha.Sorrio e ofereço a colher com um pouco de calda para ela experimentar.— Vê se tá bom.Tânia prova e faz uma cara de aprovação.— Amei... Você é boa em fazer doces.— Aprendi na escola.Meus tios nunca me ensinaram nada.De repente, a postura de Tânia fica rígida.— Senhor Moretti.Me viro.Fernando está usando uma roupa casual chiq
Clara— Então essa é a vadia que tá tentando roubar o meu dinheiro?— Ela mesma, senhora.Será que não posso ter um dia de paz?Assim que entro na mansão, dou de cara com Aline e uma mulher que tem os lábios grossos.Credo, parecem duas linguiças.— Olha, eu passei por um estresse muito grande. Se quiser brigar, volte outro dia.— Quem foi que te deu um soco? Tenho que agradecer essa pessoa.Fala Aline.Respiro fundo.— Aline, eu não tô entendendo por que tá me tratando desse jeito.Ela ri.— Eu sou assistente do senhor Moretti. A minha obrigação é proteger ele de vadias interesseiras.— E eu sou Margareth. Praticamente criei o Fernando.— Ah, então você é a avó da Alice.— Sim, sou eu mesma... Garota, faça a sua mala e saia já da minha casa.— Eu trabalho para o Fernando e não para você. E você, Aline, vá fazer o seu trabalho e me deixe em paz.Digo e me movo para sair de perto dessas duas ordinárias.Me viro e encaro Margareth.— Querida, se eu fosse você, tomaria cuidado para os ca
ClaraO babaca do meu chefe esqueceu o celular e eu tive que vir até uma das empresas, que é uma joalheria chique, entregar.Será que ele fez isso de propósito?Eu odeio ficar perto dele, eu fico muito... estranha.Logo quando chego, a recepcionista me olha como se estivesse fedendo como um gambá.— Oi, boa tarde, eu vim devolver o celular do senhor Moretti.Ela ri.— Querida, essa joalheria é uma das mais renomadas da cidade. Apenas gente importante para a sociedade entra aqui. Você poderia ter colocado uma roupa melhor, pelo menos.Que mulher esnobe. Quem ela pensa que é, a dona do lugar?— Olha, eu só vim devolver o celular e não para um desfile de moda. Tchau.Digo, deixando o celular em cima do balcão.Já do lado de fora, sou puxada para um beco.— Sentiu saudades de mim, vagabunda?— Rita, o quê? Calma, vamos conversar.Digo ao ver uma canivete em sua mão.— Conversa uma ova. Você abandonou a casa e agora eu e seu tio temos que nos virar para pagar o aluguel, sua miserável.Diz







