FAZER LOGINAs ordens foram transmitidas imediatamente, e a equipe do Grupo Almeida trabalhou durante a noite.Na tarde seguinte, Joaquim voltou ao escritório com um documento importante.— Sr. Rafael, descobrimos algo importante. Conseguimos os documentos originais do terreno do parque tecnológico da Zona Oeste. Há cinco anos, a área era destinada a instalações de apoio industrial. Mas há indícios de que o Grupo Santos alterou essa finalidade de forma irregular ao apresentar o projeto, para permitir atividades comerciais de pesquisa e desenvolvimento e agilizar a aprovação. Aqui estão as cópias dos documentos e uma análise das possíveis irregularidades.Rafael pegou os documentos e examinou os pontos importantes de cada página.Sabia que o Grupo Santos tinha relações fortes na região. Operações assim costumavam contar com a tolerância dos órgãos responsáveis e procedimentos especiais para ganhar tempo.Se ninguém investigasse, tudo passava sem problemas. Mas, diante de uma cobrança insistente,
Antes de ir embora, Rafael continuava preocupado com Beatriz. Sabendo que Agenor estava sem aulas naqueles dias, pedira que cuidasse dela discretamente.A cena de Beatriz cercada pelas gaivotas tinha ficado tão bonita que Agenor quis fotografar e mandar para Rafael. Não imaginara que quase seria descoberto.Por sorte, reagira depressa e inventara uma justificativa a tempo.Balançou a cabeça, resignado.— O Rafael dá tanta volta para conquistar alguém... Desse jeito, quando vai conseguir?......Na área VIP do aeroporto de Cidade do Mar, Rafael acabava de desembarcar quando Joaquim, que já esperava, se aproximou depressa.Com uma expressão séria, ele apresentou as novidades enquanto caminhavam.Rafael ouviu sem demonstrar emoção e ordenou:— Vamos para a empresa. Entre em contato com o responsável pela licitação. Diga que quero convidar para jantar hoje. Faça o necessário para conseguir esse encontro.— Sim. Vou ligar agora.No escritório do Grupo Santos, Flávio também apresentava info
Rafael riu sem humor.— Investimento normal? Dez por cento acima do valor de mercado e três meses a menos no prazo? Aceitar prejuízo só para tomar um projeto não parece seu estilo.A voz de Gabriel ficou ainda mais fria:— Não preciso que você me ensine a administrar meu grupo. Fique longe de Beatriz. Ou vai perder muito mais do que um terreno.Rafael soltou um riso de desprezo e respondeu sem ceder:— Acha que vai me fazer recuar assim? Pode tentar o que quiser. Vou enfrentar tudo até o fim. Mas, se espera que eu me afaste de Beatriz, pode continuar sonhando.— Muito bem. Pode esperar!Gabriel fez a ameaça com os dentes cerrados e desligou.Rafael continuou com o celular na mão, ouvindo o sinal da ligação encerrada.Pensar no projeto de turismo cultural preparado ao longo de seis meses, agora sabotado de propósito, fez a raiva aumentar. Sem querer, esbarrou num banco, que caiu com um ruído abafado.Beatriz tinha acabado de sair do quarto. Ao ouvir o barulho, bateu à porta.— Rafael,
Pouco depois, Flávio voltou com uma expressão preocupada.— Sr. Gabriel, conseguimos confirmar que Rafael está fora de Cidade do Mar. Mas os detalhes da viagem são confidenciais. Ainda não tivemos acesso. Precisamos de mais tempo.Gabriel dispensou Flávio com um gesto impaciente.Assim que a porta se fechou, perdeu o controle e bateu o celular contra a mesa, produzindo um ruído surdo.Murmurou uma maldição, apertando os dedos até as articulações ficarem brancas.— Rafael, você não perdeu tempo mesmo!A raiva comprometia cada vez mais seu julgamento. Dominado pela possessividade e incapaz de aceitar a situação, ele mal conseguia se controlar.......Na manhã seguinte, Beatriz abriu a porta e encontrou Rafael saindo do quarto em frente.Ele usava roupas casuais cinzentas. Sem a formalidade e a seriedade dos ternos, parecia mais acessível e até um pouco mais jovem.— Bom dia, Beatriz.Ela sorriu.— Bom dia.Os dois desceram para o café da manhã.Rafael puxou a cadeira para ela e, no bufê,
Beatriz escolheu uma canção lenta e suave.Quando a música começou, fechou os olhos e se concentrou.Sua voz era clara e delicada. A cada verso, parecia contar uma história, revelando aos poucos a emoção da canção.Sentado numa parte menos iluminada, Rafael não tirava os olhos dela sob a luz do palco.Beatriz parecia menos reservada do que de costume. Havia uma luminosidade suave ao seu redor, uma beleza tão autêntica e comovente que ele não conseguia desviar o olhar.Quando terminou, os aplausos foram entusiasmados.Ela corou e fez uma pequena reverência. Ao descer, encontrou Rafael já de pé, oferecendo o braço para dar apoio.— Cuidado com o degrau. Eu não sabia que você cantava tão bem.A admiração era clara em sua voz.Beatriz sorriu.— Obrigada.No palco, o cantor também sorriu e brincou:— Linda desse jeito e ainda canta assim? Não deve faltar gente querendo o número dela. Mas, pelo visto, namorado já tem. E dos atenciosos!Ele olhou para Rafael, e o público riu com simpatia.B
Rafael acompanhou Beatriz até a pousada.Mal entraram, a proprietária veio ao encontro deles, aflita.— Srta. Beatriz, sinto muito! Acabei de receber uma ligação. Um parente idoso passou mal de repente e foi internado. Preciso ir imediatamente. Vou ter que fechar a pousada por um tempo, então você vai precisar procurar outro lugar...Apesar da surpresa, Beatriz compreendeu.— Sua família vem primeiro. Pode ir. Espero que ele melhore logo.Ela voltou ao quarto para arrumar a mala. Rafael aproveitou para sugerir:— A pousada onde estou é boa e ainda tem quartos disponíveis. Você pode ficar lá. É perto, e assim posso ajudar se precisar.Beatriz ainda sentia medo quando lembrava do homem que a tinha ameaçado. Pensou por alguns instantes e aceitou:— Acho melhor. Obrigada.Rafael pegou a mala e levou Beatriz até a outra pousada.Depois do registro na recepção, acompanhou ela ao quarto. Quando chegaram, a porta ao lado se abriu.Um estrangeiro alto apareceu.— Rafael, aonde você foi? Sumiu d







