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last update Fecha de publicación: 2026-01-31 23:38:04

— Que ninguém me perturbe, estou ocupado — ordenou com um tom que não admitia réplicas.

Valeria revirou os olhos. "Claro, ocupado", pensou com ironia. Ela sabia que ele não se referia exatamente a assuntos de negócios. Estava com a noiva, a mesma que acabara de esbarrar nela no corredor.

A tontura se intensificou, uma vertigem que a fez cambalear. Pela segunda vez, correu para o banheiro. Agarrou-se à parede, sentindo a bile na garganta. Trancou a porta abruptamente, apoiando-se na pia antes de se ajoelhar diante do vaso sanitário. As ânsias não demoraram a vir, e o esforço a deixou sem fôlego, com um tremor percorrendo todo o seu corpo.

Ao terminar, lavou a boca, jogou água fria no rosto e olhou-se no espelho. Seu reflexo era o de uma estranha: pálida, com olheiras profundas e os olhos injetados. Sentia-se esgotada, como se cada fibra de seu ser estivesse prestes a romper.

"Preciso ir ao médico", disse a si mesma. A ideia de um check-up a assustava, mas a persistência das náuseas era alarmante. No entanto, sua mente racional encontrou uma desculpa: o estresse. O inferno em que vivia, as humilhações diárias de Alexander, a pressão constante. Não era de se admirar que seu corpo reagisse assim.

Saiu do banheiro sentindo-se um pouco melhor, mas ainda instável. Foi até sua mesa e decidiu comer algo, quando uma funcionária apareceu com o rosto preocupado.

— Valeria, preciso que me faça um favor, entregue isto ao chefe. É algo importante.

— Não posso, o senhor Baskerville está ocupado e pediu para não ser incomodado.

— Abra uma exceção, por favor.

Ela assentiu e a outra, agradecida, saiu. Valeria bateu à porta algumas vezes e, sem obter resposta, entrou assim mesmo.

— Senhor Baskerville, preciso lhe entregar algo urgente.

Dina virou-se para olhá-la com desdém.

— Amor — soltou a mulher, com voz aguda e altiva —, quem é esta... pessoa?

Seu olhar pousou em Valeria, analisando-a de cima a baixo com desprezo palpável.

— Ela é a nova assistente temporária que contratei — explicou Alexander, olhando para Valeria em seguida. — Eu não pedi que não queria interrupções?

"Assistente temporária? É essa a descrição para a sua 'garota de recados'?", pensou Valeria. Ela limpou a garganta.

— Sinto muito, é urgente.

A noiva riu, uma risada condescendente.

— Ai, Alexander, sempre tão... caridoso — debochou, sem tirar os olhos de Valeria. — Bom, já que está aqui, poderia buscar minhas compras? Deixei no carro.

Valeria sentiu a impotência consumi-la. Ela era a nova criada? Olhou para Alexander em busca de algum sinal, mas ele apenas a observava com um sorriso sarcástico. Ela se aproximou, deixou o envelope na mesa e olhou para a loira.

— Com prazer, senhorita — sussurrou Valeria.

De repente, a mulher jogou sua bolsa de grife no chão.

— Pegue antes de ir — pediu, rindo.

Valeria se abaixou para recolher a bolsa. Naquele exato instante, um calor inesperado se espalhou por suas pernas. Sentiu um líquido escorrer, morno e pegajoso. Um terror gelado percorreu sua espinha.

A noiva a olhou com nojo, levando a mão ao nariz.

— Que nojo! Que descuidada! — gritou com repulsa. — Alexander, olha isso!

Alexander, que até então se divertia, parou abruptamente. Seu olhar fixou-se em Valeria, que cambaleava. Um vislumbre de preocupação cruzou seus olhos antes que seu rosto voltasse à expressão brusca habitual.

— Não é hora para brincadeiras — disparou Alexander para a noiva, com a voz num rosnado.

Dina, surpresa, reclamou e saiu furiosa. Alexander aproximou-se de Valeria, que tentava se cobrir com as mãos trêmulas.

— Valeria, você está bem? — perguntou ele, com a voz menos áspera. Tentou tocá-la, mas ela se encolheu.

— Me deixe em paz! — resmungou ela, afastando-se bruscamente.

Ela saiu do escritório como um raio, tropeçando nos próprios pés. Mas mal chegou ao corredor e a visão nublou. O chão girou, a escuridão a envolveu e ela caiu inconsciente.

Quando acordou, estava sob uma luz suave. Abriu os olhos e encontrou o par de olhos acinzentados a observando com intensidade inquietante. Era Alexander.

— Você esteve a ponto de perder os bebês — soltou ele, sem preâmbulos, com a voz dura como mármore. — Você está grávida de quadrigêmeos. E serei direto: se esses bebês forem meus, livre-se deles. De qualquer forma, você não vai tirar proveito disso; afinal, assinou o acordo de isenção.

Valeria sentiu o mundo desabar. Quadrigêmeos?

— Bebês? E... eles não são seus — mentiu, sem saber por que recorria à falácia. — Não têm nada a ver com você!

Alexander deu de ombros com uma indiferença que a gelou até os ossos.

— Naquela noite usei proteção — recordou, como se quatro vidas não importassem. — Talvez tenha engravidado de outro.

— Você é um idiota. Mas não pode decidir por eles, a escolha é minha! — rugiu ela, com vontade de chorar convulsivamente.

Ele se aproximou do rosto dela, ameaçador.

— A última palavra é sempre minha, Valeria. Tenho certeza de que não quer saber o quão aterrador eu posso ser. Você tem apenas alguns dias para resolver isso.

Ele se afastou com um sorriso de mofa.

— Não te acho tão tonta. Saberá o que é melhor se quiser evitar problemas. Ah, já paguei todas as contas do hospital. Considere que seu castigo por ser ladra terminou.

E saiu sem dizer mais nada. Valeria ficou sozinha e aterrada.

"Você recebeu uma transferência de 50.000 dólares", leu no celular minutos depois.

"Embora não sejam meus, você poderia considerar a ideia do aborto com o dinheiro que enviei. Seja cuidadosa da próxima vez", dizia a mensagem direta de Alexander.

Ela estava decidida a colocá-lo em seu lugar. Mesmo em choque, pensou no casamento dele com aquela loira malvada e decidiu arruinar seus planos.

— Vou tirar sua máscara diante de todos, Alexander. Vou arruinar sua vida, assim como você me feriu!

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Último capítulo

  • ​Uma Noite com o CEO: Grávida de Quádruplos   FIM

    EpílogoQuando os quadrigêmeos já tinham cerca de dois anos de idade, Valeria e Alexander decidiram se casar novamente. Queriam fazê-lo de maneira sincera, para que ficassem boas lembranças daquele dia, e não aquele casamento que foi realizado de forma abrupta e que fora apenas um trâmite. Valeria estava diante do espelho, olhando-se. Estava linda. Tinha lágrimas nos olhos, mas conteve-se para não estragar a maquiagem.Diana aproximou-se, também contente e cheia de muita emoção.— Felicidades, filha! — disse, com a voz tremendo de felicidade —. Realmente me alegra te ver assim. Este dia é lindo e me enche de emoção poder compartilhá-lo ao seu lado. Isso nos faz muito felizes.— Mamãe, você vai me fazer chorar com suas palavras bonitas! — exclamou Valeria, sorrindo através dos olhos umedecidos.— Desejo-te o melhor, de verdade. Assim como você tem vivido sua vida, continue fazendo-o desta maneira que te faz feliz.Abraçaram-se ali, carinhosamente. Naquele momento, apareceu Marina. Mari

  • ​Uma Noite com o CEO: Grávida de Quádruplos   157

    Quando Valeria acordou, encontrou-se em um quarto de hospital, e ao seu lado estava Alexander. Ele se inclinou sobre ela, com o rosto iluminado pelo alívio.— Que bom que você acordou, Valeria. Como se sente, querida? — perguntou amoroso, enquanto beijava sua testa e sua bochecha com uma ternura gigantesca.Ela sorriu, ainda um pouco fraca.— Acho que ficarei bem, eu acho. Suponho que já prepararam a cesárea, não é?O homem assentiu com a cabeça.— Estão te preparando. Vão te levar para o centro cirúrgico em uma hora, mais ou menos. Você acha que eu devo estar lá com você também?— Tem certeza? Você vai conseguir ficar lá sem desmaiar? — perguntou ela, um pouco divertida.Alexander sorriu com a pergunta dela.— Você acha que eu sou covarde a ponto de desmaiar no nascimento dos meus filhos? É claro que não farei isso. Não vou desmaiar, então não se preocupe.Ela assentiu com a cabeça.— Nesse caso, então não saia do meu lado.— Prometo que não sairei do seu lado, querida.Depois de mai

  • ​Uma Noite com o CEO: Grávida de Quádruplos   156

    Naquela manhã, haviam terminado de ajustar os últimos detalhes do quarto dos quadrigêmeos. Valeria e Alexander estavam contentes com o resultado. Ambos se abraçaron, olhando o espaço cuidadosamente decorado.— Eu amo este lugar — comentou Valeria, acariciando o ventre volumoso —. E pensar que faltam apenas alguns dias para o nascimento dos bebês. Estou tão nervosa e, ao mesmo tiempo, animada — admitiu, com um enorme sorriso no rosto.Alexander a abraçou pelos ombros, trazendo-a para perto de si com carinho.— Eu também estou bastante ansioso para conhecê-los — mencionou ele —. Sinto-me emocionado, e ainda é inacreditável que vou me tornar pai, e não de apenas um bebê, mas de quatro! — confessou, com um sorriso que denotava uma felicidade genuína.Valeria suspirou, inclinando a cabeça no ombro dele.— Eu não poderia encontrar homem melhor. Acho que estávamos destinados a nos encontrar — disse, em tom de brincadeira.— Por que você está rindo, Valeria? — perguntou ele, carinhosamente.E

  • ​Uma Noite com o CEO: Grávida de Quádruplos   155

    Valeria se postou diante de seu pai, com a respiração um pouco agitada pela ansiedade; precisava falar com ele e contar sobre sua reconciliação.— Papai, preciso falar com você. Agora — emitiu, buscando os olhos dele.Alejandro cruzou os brazos sobre o peito, sentindo que a calma que havia buscado ao chegar em casa se afastava. Não tinha un bom pressentimento.— Filha, seja o que for, pode esperar. Estou cansado. Podemos falar amanhã?— É sobre o Alexander.O rosto de Alejandro endureceu naquele momento. Não queria falar de Alexander. Por fim, suspirou.— E então? O que tem ele? Ele já assinou os papéis do divórcio que você tanto desejava?Valeria respirou fundo. Tinha que ser direta, apesar de não estar tão segura.— Não, Papai. Não haverá divórcio.— O que você está dizendo, Valeria? — Sua voz era grave, atônita —. Você acaba de recuperar seu sobrenome, passou pelo inferno... Depois de tudo o que esse homem te fez... depois da traição e da desonra... você vem me dizer que não vai se

  • ​Uma Noite com o CEO: Grávida de Quádruplos   154

    A moça finalmente olhou para Leo. Sua voz soou irritada pela pressão.— Por que o senhor faz tudo isso? Por que insiste em me ajudar quando eu não pedi? — balbuciou ela, não porque quisesse ser ingrata, mas porque se sentia desconfortável com a intromissão.Leo olhou para ela por um instante, um gesto de fastio. Voltou a fixar o olhar na estrada.— Quantas vezes vou ter que repetir para não ser formal comigo? Apenas me trate por "você" — repetiu.Ela suspirou sonoramente, voltando a dirigir-se a ele.— Não entendo por que você insiste em me ajudar quando claramente já fez muito por mim.— Como você quer que eu não me preocupe? Naquele dia, quando você apareceu do nada e se jogou na estrada sem pensar, parecia estar fugindo de alguém ou de algo. E agora mesmo você está com um hematoma no olho. Alguém fez isso com você. Então, diga-me quem te bateu e por que você não denuncia isso à polícia. Você deveria fazer isso para que se tomem providências contra essa pessoa.A mulher ficou novame

  • ​Uma Noite com o CEO: Grávida de Quádruplos   153

    Valeria voltou para casa. Sua mãe, Diana, percebeu que a filha parecia um pouco diferente, como se estivesse mais contente.— Você está bem, Valeria? Noto que está diferente — admitiu ela, aproximando-se —. Parece que algo bom aconteceu.Diana percebeu o reflexo da felicidade nos olhos dela, aquele brilho que voltava a resplandecer de alguma maneira. Significava que algo bom ocorrera.Valeria sorriu amplamente e abraçou a mãe.— Na verdade, você não se engana, Mamãe — sussurrou, com alegria —. Aconteceu algo muito bom. Alexander e eu decidimos começar de novo. Queremos estar juntos. Ambos sabemos que o divórcio não é algo que desejamos. Espero que entenda, Mamãe.Diana encheu-se de surpresa com a notícia, mas, ao mesmo tempo, sentiu uma felicidade genuína. Ver a filha contente fazia com que ela se sentisse da mesma forma.— É claro que estou contente por você, Valeria! Você não imagina o quanto me sinto feliz ao ouvir isso — disse ela, abraçando-a novamente.Valeria separou-se dela, c

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