LOGINRhaenyra balerion
Meu corpo todo está em chamas,eu estava ficando doente só pode, é a única explicação que eu tenho para essa situação embaraçosa. Eu mal conseguia falar ,eu não consegui processar absolutamente nada,por incrível que pareça eu estava a gostar da sensação,era estranho mim sentir segura e confortável perto de um homem que eu nunca vi e nem conheço,e que supostamente esteja me agarrando de uma forma completamente íntima,intima demais. Ele estava com um sorriso de aquecer o coração. Por Deus,ele tem covinhas,aíii ele tem covinhas. Ele olha para mim com um sorriso de lado agora. Porquê mim parece que ele sabe que tem um efeito sobre mim,nenhum homem tem efeito sobre mim. - ãhm da pa...para tirar hum... as suas mãos de mim_ Que palhaçada é essa, porque eu estava gaguejando? Eu parecia uma idiota,que vergonha. - Não_ Ele rosna,e eu olho para ele assustada e lembrei que ele rosnou para o escroto que mim assediava. Mas eu já não estava preocupada com isso mas sim com a maneira dele pensar que é meu dono,como assim ele não irá mim soltar? Eu já estava muito irada. - Como assim não,quem você pensa que é?_ E antes que ele pudesse mim responder alguém anuncia que a reunião com Viserys Targaryen irá começar e que todos devemos nos encontrar no refeitório. A beldade que até agora mantinha as mãos em mim emitido um som de irritação,eu tentei mim soltar e ele mim lançou um olhar duro,e até os seu olhos já não eram mais verdes marinho,seus olhos estavam escuros,como isso é possível,que maluquice é essa. - Melhor parar de se mexer linda_ Ele falou com a voz muito carregada agora,ele já tem a voz grossa ,mas agora alguma coisa havia acontecido com a sua voz,mas eu não fiquei com medo,eu não sei porque ,mas eu não estou com medo,mas isso está a acabar com a minha sanidade,eu preciso ir a essa reunião e esse louco não está a ajudar. Eu voltei a tentar mim soltar,ele não movia nem sequer um músculo,ele pressionou meu corpo contra o dele,isso só piorou a minha situação. - Tire suas mãos de mim_Dessa vez eu gritei,o que não ajudou pós seus olhos ficaram pretos. - Seus olhos!_Dessa vez eu mim pronuncie a falar. Ele rosnou bem alto agora,ele fechou os olhos e respirou bem fundo. Sua respiração veio até meu rosto,sua respiração era muito quente,diferente de uma respiração normal,a dele era mesmo muito quente. Ele abre os olhos que já haviam voltado a sua cor normal, cacete,que porra é essa cara. Ele olha para mim bravo,bravo? Porquê ele está bravo comigo,o que foi que eu fiz,eu é que devia estar muito brava. - Você não vai mim dizer o que eu devo ou não fazer consigo,você é minha e ninguém deve mim dizer o que fazer!_ Ele profere essas palavras com um tom de voz ameaçadora,muito possessivo,agora sim eu estava preocupada. - Vamos_ Ele disse mim puxando para o refeitório,espera ele estava mim levando a reunião,mas porquê? Eu mal conseguia andar de tanto seus passos serem mais largos que os meus,eu estava correndo,além de andar. - Da para você parar de andar assim,eu não consigo mim equilibrar com esses teus passos _Eu digo e ele para e respira fundo. - Desculpa _Ele disse,mas pelo o quê exatamente estava se desculpando? _ Pelo o quê exatamente você se desculpa,por ter mim agarrado e não ter mim soltado até agora?Por você estar a agir como se fosse meu dono?Ou porque está a agir como um idiota possessivo?_Ele olhou para mim chocado e surpreso. - Se alguma vez uma mulher falasse assim comigo,com certeza ela não teria mais vida no mesmo segundo_ Ele profere essas palavras com aquela voz dele e rosna bem no meu rosto mostrando seus dentes perfeitamente alinhados e brancos, perfeito! Não á outra definição dessa criatura ele simplesmente é perfeito,tirando essa posse por algo que não lhe pertence,nesse caso eu. Ele tirou a sua mão do meu pulso,agora as nossas mãos estavam juntas e uma sensação muito boa percorreu meu corpo de novo. _ Podemos ir a reunião,Mm..._Ele fez uma pausa e olhou meu crachá no bolso da bata- Rhaenyra Balerion_ Ele diz meu nome como se estivesse saboreando algum doce.APENAS NÓS DOISRhaenyraNaquela manhã, acordei com uma sensação estranha.Não era medo.Não era aquela inquietação que vinha me acompanhando desde que os sonhos começaram.Era paz.Uma paz tão rara que, por alguns segundos, permaneci de olhos fechados, apenas ouvindo a respiração de Viserys ao meu lado.Não havia uivos.Não havia vozes.Não havia visões.Nenhum presságio.Apenas nós.Abri os olhos lentamente.Viserys estava deitado de costas, ainda dormindo. Os cabelos escuros estavam desarrumados sobre a testa, e havia algo quase infantil em sua expressão tranquila.Sorri.Talvez fosse disso que eu precisasse.Não de respostas.Não naquele dia.Talvez precisasse apenas de um dia em que o mundo não exigisse nada de nós.Levantei-me silenciosamente e fui até a janela.O céu estava limpo.A floresta parecia tranquila.Por um instante, pensei em tudo o que nos esperava.As fronteiras.Kaelen.Os Filhos da Lua.Os vampiros.Os sonhos.Aquela estranha promessa de mais de mil e quinhentos
A PROMESSA QUE DORMEViserysRhaenyra dormia.Pelo menos era o que parecia.Estava deitada ao meu lado, a respiração tranquila, os cabelos espalhados sobre o travesseiro.Mas eu não conseguia fechar os olhos.Depois da conversa daquela noite, algo havia mudado.Antes, eu podia convencer-me de que aqueles sonhos eram apenas sonhos.Agora não.Havia detalhes demais.Sensações demais.E, principalmente, havia uma coincidência impossível.Nós dois estávamos sonhando com os mesmos lugares.Com as mesmas pessoas.Com a mesma cascata.Com a mesma fronteira.E um com o outro.Olhei para Rhaenyra.Ela se mexeu.Suas sobrancelhas franziram.— Não…Sua voz saiu quase inaudível.Sentei-me imediatamente.— Rhaenyra?Ela continuou dormindo.— Não me deixes…Meu peito apertou.Toquei seu ombro.— Rhaenyra.Ela abriu os olhos de repente.Sentou-se, ofegante.Olhou para mim como se tivesse acabado de voltar de muito longe.— Viserys…— Estou aqui.Ela levou a mão ao peito.— Eu estava lá novamente.—
ECOS DA LUARhaenyraA palavra continuou ecoando dentro da minha cabeça muito depois de eu deixar a Cascata da Divisão para trás.Viserys.Não importava quantas vezes eu tentasse afastá-la.Ela permanecia.Como uma música antiga que alguém havia ensinado à minha alma antes mesmo de eu aprender a falar.Caminhei pela floresta sem realmente perceber o caminho.Os galhos das árvores arranhavam meus braços, mas eu mal sentia. Minha mente estava presa às imagens que Kaelen havia me mostrado.Correntes.Fogo.Sangue.Olhos vermelhos.E ele.Viserys.Não o Viserys que eu conhecia.Ou talvez…Exatamente ele.Essa era a parte que mais me assustava.No sonho, havia algo nele que parecia diferente. Não em seu rosto. Não exatamente. Era a maneira como ele me olhava.Como se tivesse medo de me perder.Como se já tivesse me perdido antes.Parei no meio do caminho.Fechei os olhos.Aquela sensação voltou.Calor.Segurança.Pertencimento.Minha mão apertou o pingente contra o peito.— O que está acon
Rhaenyra Targarian Eu continuava ali, de frente para a cascata, tentando entender o sonho que tivera dias atrás. Era uma narração perfeita. Não parecia um sonho comum. Eu não estava apenas vendo aquelas coisas... eu estava vivendo-as. Sentia o cheiro de pinho e terra molhada. O frio da névoa contra o rosto. O peso de uma espada que eu nunca empunhara. O som dos uivos ecoando pela floresta. E, acima de tudo, aquela voz. A voz que dizia meu nome. Viserys. Mas eu não me lembrava de ter vivido nada daquilo. As imagens que surgiam em minha mente eram vagas, fragmentadas, como páginas arrancadas de um livro antigo. Quanto mais eu tentava agarrá-las, mais elas escapavam. Fechei os olhos. Era tudo um sonho. Só um sonho. Não significava nada. Ou significava? Minha respiração ficou presa quando a lembrança do último momento voltou. Minha Fagulha... ela está em perigo. Abri os olhos imediatamente. — Rhaenyra... Meu próprio nome saiu dos meus lábios num sussurro.
Viserys Balerion O Uivo da PromessaO cheiro de pinho e terra úmida era o meu perfume, o rosnado baixo da matilha, a minha sinfonia. Como Alfa dos Filhos da Lua, meus sentidos estavam sempre em alerta, cada folha caindo, cada movimento na floresta era gravado em minha mente. Mas nos últimos dias, havia algo mais: uma melodia dissonante, um gemido distante que se infiltrava até mesmo nos uivos alegres da caça.Meu nome é o líder. Força e lealdade eram minhas moedas, e a alcateia era meu universo. Nosso território, uma vasta extensão de florestas e montanhas, era delineado por um rio caudaloso que culminava na majestosa Cascata da Divisão. Além dela, estendia-se a floresta densa dos Dragões, um território que evitávamos por respeito e uma antiga trégua.Mas a trégua estava se esfarelando.Parado à beira da cascata, a névoa fria beijando meu rosto, contemplei a cortina de água que caía com estrondo. O barulho era constante, mas não o suficiente para abafar o que vinha de além: rugidos.
Rhaenyra Balerion O Despertar da ChamaA escuridão dos meus sonhos nunca foi vazia. Desde a infância, ela vinha preenchida com a cor de escamas da noite e o calor de um fogo que não queimava, mas aquecia o meu peito. A princípio, era apenas um vislumbre fugaz de um olhar dourado, intenso e incrivelmente antigo. Com o tempo, as visões tornaram-se mais nítidas, e ele ganhou forma: um dragão de obsidiana e ébano, cujo porte majestoso era apenas superado pela profunda, e estranhamente familiar, tristeza em seus olhos.Ele não falava com a voz; ele falava com o fogo. E, em meus sonhos, eu sentia a labareda dele envolver-me, não para consumir, mas para amar. Havia um oceano de carinho e uma paixão milenar na forma como ele me olhava, uma devoção que eu sabia não ser direcionada à humana que eu era, mas a algo mais profundo em minha alma. Eu era a receptora de um amor de eras, um vínculo que transcendia a carne e o tempo.A quietude dessa afeição, contudo, foi rasgada.A primeira vez que a