Gabrielle Goldman Não era uma posição confortável. Não porque estivesse me machucando, mas porque me obrigava a permanecer perto o suficiente para sentir sua respiração, o movimento do peito sob minhas mãos e a tensão contida em seu corpo. Eu não era estúpida o suficiente para desperdiçar energia tentando me soltar. Já havia aprendido, havia muito tempo, que lutar contra sua força física era completamente inútil. E, naquele momento, eu não precisava vencer uma disputa física. Precisava entender o que havia por trás daquele sorriso. — Olhe para mim — pediu ele, em um tom contido, enquanto pressionava minhas mãos contra o próprio corpo. Olhei. Não para obedecê-lo. Olhei para confrontá-lo. Queria que ele visse exatamente aquilo que havia provocado. Queria que enxergasse a raiva, o medo, a confusão e tudo aquilo que eu ainda não conseguia nomear. Queria que, pelo menos uma vez, ele fosse obrigado a sustentar o peso das consequências que havia criado. Mas
Última atualização : 2026-10-08 Ler mais