Olhando para o sachê perfumado e o lenço, Samuel mudou de expressão, percebendo que ele e a Imperatriz estavam sendo manipulados.Sentados, Kleber e a Sra. Castelo se encararam, confusos e aflitos.O servo que havia derrubado o presente, percebendo seu erro, começou a recolher tudo às pressas.Perto dali, o pequeno príncipe da família imperial, travesso e curioso, correu até o lenço, o pegou e, achando que havia aprendido algumas palavras, começou a recitá-las com a voz infantil:— “Montanhas verdes em cada margem se despedem e recebem. Quem poderia imaginar a dor da separação? Seus olhos se enchem de lágrimas, os meus também. O laço que une nossos corações ainda não se formou. E já se aquietaram as marés do rio ao entardecer...” Papai, esse poema é tão triste! Não parece em nada com a celebração do Festival da Lua!As concubinas se surpreenderam, boquiabertas, trocando olhares preocupados.O poema expressava o sofrimento de corações que se amavam, mas que não podiam ficar juntos.O pr
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