Quando Marina acordou, Valentina estava ao celular. Ela estava de pé, próxima à janela, de costas para a cama. A menina, quietinha, ficou observando a mãe. Ela sabia que Valentina estava ocupada, mas sentia muita sede e queria beber água. — Mamãe... Valentina ouviu a vozinha e virou-se. Na mesma hora, a porta do quarto foi aberta de repente, e uma figura vestida toda de preto entrou apressada. Antes que Valentina pudesse reagir, ele já estava ao lado da cama de Marina. — Marina, o que você quer fazer? Valentina parou no lugar, com os pés fixos no chão. Era de se imaginar que Luiz, todo de preto, com chapéu e máscara escondendo quase todo o rosto, assustaria qualquer criança. Mas, por alguma razão, Marina parecia confiar nele instintivamente. — Tio Luiz, eu quero água. A voz de Luiz suavizou-se imediatamente. — Claro, não se mexa. Vou pegar água para você. — Obrigada, tio Luiz. — A voz de Marina saiu baixinha e doce. Ela estava deitada na cama, tão pequena e frágil q
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