Lívia riu. Olhando para o homem à sua frente, ela de repente sentiu uma tristeza profunda. Mais de quatro anos de relacionamento, e tudo o que restava era essa acusação cruel e distorcida. Eduardo nem sequer lhe deu a chance de se explicar, apenas a condenou sem qualquer hesitação. Ele realmente acreditava, do fundo do coração, que ela era uma mulher capaz de trair o casamento, alguém volúvel e sem caráter. Aos olhos de Eduardo, ela provavelmente era uma mulher vulgar, sem moral, sem limites. Lívia abaixou os olhos, e uma única lágrima silenciosa escorreu por seu rosto. Mas ela não queria chorar, nem queria dizer mais nada. Respirando fundo, ela ergueu os olhos novamente. Seu olhar agora estava vazio, sem vida. — Tudo bem. Eu vou com você agora. Assim que chegarmos em Cidade B, vamos direto ao cartório para assinar o divórcio. Eduardo ficou atordoado. — Lívia! — Valentina se aproximou rapidamente, segurando seu braço, tentando impedi-la. Mas, quando Lívia virou o ro
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