Luana permaneceu em silêncio por um breve instante, observando Liliane com uma expressão reflexiva antes de quebrar o gelo.— Sendo bem honesta, as pessoas que eu posso chamar de amigos de verdade são poucas. Talvez duas ou três, no máximo. — Confessou ela, com um tom de voz sereno.Liliane arregalou os olhos, incapaz de esconder sua surpresa.— Só isso? Nossa, lá em Valdória, se eu parar para contar, consigo juntar umas quinze ou vinte pessoas fácil!— Mas são todos amigos de coração? Pessoas com quem você pode contar para qualquer coisa? — qQuestionou Luana, erguendo uma sobrancelha.— Eu acho... que sim. — Respondeu Liliane, mas a hesitação em sua voz traía sua insegurança.No fundo, ela não tinha coragem de afirmar aquilo com certeza. Liliane cresceu cercada de gente e nunca lhe faltou companhia, mas tinha consciência de que aquela "sorte social" era, em grande parte, fruto do seu sobrenome e do dinheiro da família.— Para falar a verdade, eu nem sei mais qual é a definição certa d
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