Depois de uma noite inteira de intimidade, terna e demorada, os dois ficaram juntos por muito tempo. Daniel suou bastante. Em geral, ele sempre se entregava com uma intensidade quase desmedida, mas dessa vez havia algo diferente.Ayla sentiu que ele parecia especialmente cuidadoso. Delicado, como se a tocasse como quem segura um tesouro raro.Como se quisesse gravar em si cada centímetro dela.— Daniel, sabe no que estou pensando agora?— Em quê?— Na árvore de Eros, lá no Palácio Imperial.Ayla repousava no braço de Daniel. Ao ver a luz do sol cair sobre o ombro dele, se lembrou da foto que tirou naquele dia. A imagem ainda estava na tela de bloqueio do seu celular.Sempre que a luz tocava o corpo de Daniel, ele parecia envolto por algo sagrado, distante, quase inalcançável.Como se Ayla só pudesse possuir aquela claridade porque entrou, por acaso, em um sonho bonito demais.— Se você gosta de lá, quando voltar para Astério, nós vamos outra vez. — A voz de Daniel saiu baixa.— Vamos.
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