Ao vê-la voltar, Daniel estendeu a mão para ela.O soro já acabou, mas as marcas roxas em sua mão pareciam ainda mais fundas. A palma também estava gelada, tomada pelo efeito agressivo do medicamento.Ayla segurou aquela mão com cuidado, depois se inclinou e envolveu os ombros dele.— Está doendo?— Não.— Mentiroso.Daniel negou quase sem pensar.Sob sua orientação, naturalmente, ninguém ousou contar a Ayla sobre os efeitos colaterais do remédio. Além disso, Daniel sabia suportar a dor. E, ao ver Ayla, ficava feliz de verdade. Toda a sua atenção se voltava para ela, e a dor, de fato, parecia recuar um pouco.Mas Ayla manteve a cabeça baixa e começou a massagear seu corpo devagar.Da gola aberta até os ombros.Dos ombros às costas.— Agora, de verdade, não dói tanto.O olhar de Daniel escureceu um pouco. Ao vê-la cuidar dele com tanta ternura, sentiu algo ainda mais profundo se mover no peito.— Porque eu estou aqui, dói menos?A voz de Ayla saiu baixa, macia. Sua respiração tocou o pe
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