No andar de baixo, Simão servia chá para Sr. Almeida com respeito.Sr. Almeida olhou para ele de lado, com um sorriso que não chegava aos olhos:— Sr. Simão, o senhor tem certeza de que consegue fazer Estela vir comigo obedientemente?— Claro. — Simão sorriu. — De qualquer forma, eu sou o pai dela. Ela tem que me ouvir. E, mesmo que não ouça, eu tenho meios necessários.Ao ouvir isso, Sr. Almeida estreitou os olhos, satisfeito.Da última vez, ele não tinha conseguido o que queria com Estela e ainda levou uma surra de Lucas e dos outros. Ficou com medo, mas também ficou com um vazio dentro. A cabeça dele só pensava em Estela.As costas lisas e claras de Estela.O corpo esguio.O rosto que misturava inocência e desejo.Ele ficou obcecado e frustrado por muito tempo.Achou que não teria mais chance. Mas, quando estava prestes a desistir, ouviu no círculo social que Estela e Lucas tinham se divorciado.Divórcio significava que, não importava o que ele fizesse, Lucas não poderia mais interf
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