— Andem logo com isso, porra! Tão querendo que eu morra? — A cada respiração, Severino sentia o contato frio e cortante do vidro, o que multiplicava seu pavor a níveis insuportáveis. Impulsionados pelos gritos esganiçados do patrão, os seguranças recuaram de má vontade, passo a passo, em direção à saída.— Pronto, eles já saíram. Tá satisfeito? Vai me soltar agora? — Ele implorou. Ignorei a lamúria. Mantendo a guarda alta, virei o rosto na direção de Juliana, do grupo de funcionários paralisados e de Joaquim, que continuava caído no chão, machucado.— Saiam daqui, agora! — Ordenei com firmeza. — Juliana, ajuda o Joaquim a levantar e vão embora! O choque inicial deu lugar a uma emoção pesada entre o grupo. Naquele mundo corporativo sujo, onde os superiores sempre jogam a culpa para baixo quando as coisas dão errado, nenhum deles esperava ver o próprio chefe arriscar a vida para cobrir a fuga de meros empregados.— Senhor Gustavo, a gente não pode deixar você aqui! — Protestou um dele
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