Mas as regras da rua eram claras. Quem manda, manda. Com Thiago de pé bem ali na sua frente, o máximo que Fábio podia fazer era engolir o orgulho e sair de cena.— Já entendi o recado, patrão. Na próxima vez, nem precisa sujar as mãos, é só dar um grito que a gente abre caminho para o senhor. — Concordou o subordinado, lançando um último olhar cheio de cobiça para Ariana. — A gata é toda sua. Bora sumir daqui, cambada!E assim, Fábio e seus dois capangas bateram em retirada, saindo de fininho pela porta.O camarote, agora revirado e com um clima pesado, foi tomado por um silêncio absoluto. Plantado na porta feito uma estátua, Thiago franziu a testa, intercalando o olhar de desprezo entre o corpo jogado de Heitor e a palidez doentia de Ariana.Aproveitando a quietude, Manuela puxou a manga da blusa da amiga, apavorada:— Ariana, a gente tá ferrada de vez, né? O que a gente faz agora? Esse cara aí tem cara de ser muito mais perigoso que os outros três juntos... A gente não vai sair viva
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