Nanda manteve aquele ritmo frenético, virando um copo atrás do outro, até secar a terceira ou quarta dose.— Ei, para, para! Isso não é beber, é se envenenar! — Exclamei, tentando tirar o copo da mão dela. — Desse jeito você vai passar mal num instante. Vai com calma.Tentei intervir ao ver que ela parecia insaciável, mas fui lento demais. O álcool já tinha cobrado seu preço, pois as bochechas de Nanda queimavam em um tom rubro intenso e seu olhar, antes vivaz, agora estava vidrado e perdido, denunciando a embriaguez completa.— Tão rápido assim? — Murmurei, incrédulo.Será que ela era fraca para bebida? Se o fígado não aguentava, por que virar os copos com aquela violência toda? Minha suspeita se confirmou assim que ela abriu a boca novamente; a voz já saía pastosa, carregada de álcool.— Gustavo, presta atenção, eu vou te contar... — Balbuciou ela, gesticulando sem coordenação. — Sabe por que eu fico no teu pé? Porque não tenho saída. Você é minha única opção.— Como assim?Vendo que
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