As palavras frias e impiedosas que Fabiano tinha acabado de dizer pareciam uma lâmina de gelo atravessando o coração de Ivone.— Não… Eu quero ver a vovó! Deixa-me ver a vovó, nem que seja só mais uma vez… — Gritou ela.Rui olhou para Fabiano com o rosto carregado. Ele viu que o homem nem se virou. A mão de Fabiano, caída ao lado do corpo, estava tão tensa que os ossos tinham ficado quase esverdeados, exalando um frio cortante.Rui puxou de volta o olhar, deu um passo à frente e bloqueou a passagem de Ivone, que queria entrar correndo no quarto.— Senhora, a senhora precisa sair primeiro. — Disse ele, em tom grave.— Não! — Ivone agarrou com força o pulso de Rui e quase gritou até ficar rouca. — Eu te imploro, Rui, me deixa passar, eu quero ver a vovó! Me deixa ver ela, eu te peço, por favor…O rosto de Rui ficou ainda mais rígido. Ele balançou a cabeça em silêncio para ela, segurou o braço de Ivone e tentou levá-la embora dali.Mas Ivone, de repente, se ajoelhou no chão.— Eu não vou
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