RODRIGO NARRANDOCheguei na cobertura carregando tudo: Rodriguinho no colo, sua bolsa pendurada no meu braço e a sacola cheia de brinquedos na outra mão. A chave quase caiu enquanto eu abria a porta com pressa. Assim que entrei, coloquei o pequeno no chão, as bolsas sobre a mesa, e suspirei aliviado.Rodriguinho começou a engatinhar imediatamente em direção à escada, e meu coração quase parou. — Ei, ei, ei, vem cá, campeão — chamei, puxando-o de volta para a sala. Ele sorriu e, como se fosse um brinquedo a corda, foi direto para a mesinha de centro, que era praticamente do tamanho dele.— Ah, não, você vai mexer em tudo, né? — brinquei, já me adiantando para tirar os enfeites de cima da mesa e colocá-los no alto, fora do alcance de suas mãozinhas curiosas. — Você não para, hein, rapaz?De repente, ele começou a chupar os dedinhos e a fazer uma carinha triste, e logo o choro veio. — Eita, o que foi agora? — Tentei conversar com ele, mas claro, nenhuma resposta. Apenas mais lágrimas
Last Updated : 2026-01-17 Read more