O elevador subia lentamente, e cada segundo parecia se arrastar como uma eternidade. O silêncio era sufocante, pesado, quase palpável. Graziele mantinha os braços colados ao corpo, as mãos crispadas contra a bolsa, tentando disfarçar o tremor que insistia em percorrer seus dedos. Engolia a saliva com dificuldade, como se cada movimento fosse denunciado pelo ambiente fechado e luxuoso. Ruan, ao seu lado, permanecia imóvel, mas sua presença era esmagadora. O olhar fixo e frio que ele lançava sobre ela parecia atravessar sua pele, despindo-a de qualquer defesa. Uma das mãos repousava no rosto, os dedos roçando levemente o queixo, gesto calculado que transmitia uma calma inquietante. Ele não dizia nada, apenas observava, e esse silêncio era mais ameaçador do que qualquer palavra. Graziele arriscou um olhar rápido, quase furtivo, mas se arrependeu imediatamente. O contato visual foi como um choque: os olhos dele eram duros, sérios, e não desviaram nem por um instante. O coração dela dis
Last Updated : 2026-09-26 Read more