O couro da maca estava gelado, colado à parte interna das minhas coxas.Subi com um certo desajeito, e a saia se embolou inteira na altura da cintura.Senti as pupilas dele queimarem minhas costas, e um arrepio percorreu minha espinha.O pomo de Adão dele subiu e desceu devagar. Sob o jaleco branco, notei o peito se movendo com mais força.Ainda assim, Dante manteve a compostura. Pegou o estetoscópio com precisão quase clínica.O metal frio encostou no meu peito e, por pouco, não deixei escapar um grito.A peça deslizou por dentro da alça fina da regata, parando com exatidão acima do coração.Prendi a respiração. Era impossível não notar que, sob aquele tecido quase inexistente, eu não usava nada por baixo.Os dedos dele estremeceram — um tremor mínimo, mas presente. As orelhas ficaram coradas.Sorri por dentro. Então até um médico contido como ele ruborizava com uma menina como eu.— Batimentos acelerados, mas ritmo regular. — Recolheu o estetoscópio com voz mais grave que antes. — Me
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