แชร์

Na Ponta da Língua: Clínica do Prazer
Na Ponta da Língua: Clínica do Prazer
ผู้แต่ง: Beringela

Capítulo 1

ผู้เขียน: Beringela
Meu nome é Eva Silva, uma caloura na faculdade de dança.

Com menos de um mês de aulas, já me tinham coroado, em segredo, como a mais linda do campus.

Caminhar pelos corredores era como me deixar envolver por serpentes invisíveis — olhares viscosos que deslizavam do meu colo até as coxas, para depois rastejar de volta ao meu rosto.

Sabia exatamente o que passava pela cabeça deles: pensamentos sujos, embebidos em desejo.

E eu... eu gostava disso.

Sempre que passava de propósito pelo ginásio, rebolando só um pouco mais do que o necessário, via as bolas escaparem das mãos dos jogadores.

Eles jamais teriam um corpo como o meu. Só de poderem devorar com os olhos, já estavam recebendo mais do que mereciam.

No espelho, a garota refletida carregava o rosto mais inocente e um corpo que transbordava pecado.

Os genes da minha mãe floresceram em mim como uma provocação exagerada. Seios tão cheios que ameaçavam estourar os tecidos da blusa, quadris que fariam qualquer mulher casada engolir em seco.

Minha existência oscilava entre a pureza e a luxúria, como uma lâmina mergulhada em mel.

Mas ninguém conhecia meu segredo.

Desde os dezesseis, sonhava coisas que jamais poderia confessar em voz alta.

Nos meus sonhos, eram sempre homens diferentes. Me tocavam de formas diferentes, faziam de tudo para me dobrar, me abrir, inteira, em prazer.

Depois que atingi a maioridade, essas fantasias deixaram de ser devaneios suaves. Viraram incêndios, insaciáveis. Uma febre que me queimava por dentro, lambendo minha sanidade até virar cinzas.

Às vezes me pergunto se há algo de errado comigo. Porque ninguém normal sente tanta fome disso.

Na universidade, o que nunca me faltava eram pretendentes.

Os garotos da Educação Física me cercavam como cães no cio... cartas de amor empilhadas até transbordar minha gaveta.

Os corpos fortes exalavam testosterona, mas me davam sono. Machos sem cérebro, tudo músculos e zero sutileza.

Até que, na semana passada, conheci o doutor Dante Velasquez, no ambulatório do campus.

Ele era diferente de todos os outros.

Alto, esguio sob o jaleco branco. Os olhos por trás dos óculos de aro dourado traziam uma frieza contida, elegante, um autocontrole que me fez tremer.

Quando os dedos enluvados tocaram de leve meu pulso para medir os batimentos, precisei reunir toda a força do mundo para não derreter ali mesmo, nos braços dele.

Aquela aura de abstinência voluntária, tão típica de homens maduros, me viciou como veneno.

Passei a me tocar mais do que nunca.

Bastava fechar os olhos, e era ele quem surgia diante da maca, de jaleco impecável, sem dizer uma palavra. Eu o queria. Tanto que doía.

Hoje à tarde, levei uma hora inteira para me preparar.

Deixei a água morna escorrer com carinho sobre cada centímetro do meu corpo, observando na névoa do espelho a pele ganhar um leve tom corado. Deslizei os dedos pelas clavículas, marcando o caminho.

Escolhi uma regata branca quase transparente e uma saia jeans curta ao ponto da imprudência.

O detalhe mais importante? Não vesti lingerie.

No reflexo, a garota que me olhava misturava pureza com indecência. O tipo exato que faz um homem perder o juízo só pra tentar domá-la.

No caminho até o ambulatório, senti os olhares ainda mais intensos que o habitual.

Um professor de bicicleta bateu de cara num poste só por virar o pescoço pra me seguir com os olhos.

Fingi que não percebi, mas minha calcinha, fina como um suspiro, já estava úmida de expectativa.

A clínica estudantil estava mais cheia do que imaginei.

O salão de espera fervilhava de garotas. Todas maquiadas com perfeição, longe de qualquer aparência de doente.

Durante os quarenta minutos de espera, garotas não paravam de sair do consultório.

Todas com o rosto corado como frutas maduras, as pernas bambas, caminhando como se tivessem atravessado algum tipo de prazer extremo.

Aquilo só endureceu minha decisão.

— Pode entrar.

A voz vinda de dentro fez meu coração disparar. Inspirei fundo antes de empurrar a porta.

O doutor Dante estava sentado atrás da mesa, o jaleco impecável, sem uma única dobra fora do lugar.

A luz do sol atravessava as persianas, desenhando faixas delicadas sobre o rosto dele. Os óculos de armação dourada refletiam um brilho frio, calculado.

Quando levantou os olhos para mim, o pomo de Adão se moveu, quase imperceptível.

As pernas falharam.

De perto, ele era ainda mais fascinante. Sob aquela camada de autocontrole existia algo perigoso, contido à força.

Imaginei aquelas mãos enluvadas examinando meu corpo, centímetro por centímetro, e o ar começou a me faltar.

— O que está sentindo? — Perguntou, com a mesma calma de quem comentava o clima.

Mordi o lábio e caminhei devagar até a maca.

A saia curta subiu a cada passo, revelando quase por completo o contorno dos quadris. Sabia que ele tinha visto. Homens sempre viam primeiro ali.

— Tudo em mim está errado — Murmurei, baixinho. — Preciso que o médico... me examine direito.
อ่านหนังสือเล่มนี้ต่อได้ฟรี
สแกนรหัสเพื่อดาวน์โหลดแอป

บทล่าสุด

  • Na Ponta da Língua: Clínica do Prazer   Capítulo 10

    A porta se abriu.Na luz ofuscante, o contorno de Dr. Dante parecia o de um mensageiro vindo do inferno.Ele se agachou diante de mim e apertou meu queixo, obrigando-me a erguer o rosto.— Sabe, Eva? — A voz saiu suave demais. Assustadoramente suave. — Durante todo este mês, você não tomou nenhum medicamento para sífilis. O que ingeriu foi uma fórmula criada para domar mulheres desobedientes. Ela faz você... desejar homens. Perder o controle sobre si mesma.Meus olhos se arregalaram. Uma náusea violenta revirou meu estômago.— Por quê? — Encostei o olhar nele, em choque. — Por que você fez isso comigo?As lágrimas já tremiam nos cílios.— Meu irmão, Zé. — Os dedos dele se fecharam com mais força; a dor arrancou um soluço. — Três anos atrás, depois que você se recusou a voltar com ele, foi atropelado por um caminhão enquanto ia atrás de você. Virou algo irreconhecível. Você tem ideia de quanto tempo levei para juntar o que restou do corpo dele?A memória me atingiu de repente.Aquele di

  • Na Ponta da Língua: Clínica do Prazer   Capítulo 9

    Ai...Quem diria, logo eu, uma universitária jovem, no auge da juventude como uma flor recém-desabrochada — Como fui acabar com uma doença como a sífilis?É verdade que já tive vários namorados. No fim das contas, não posso culpar ninguém além de mim mesma.Passei a semana inteira à base de angústia e medo.Senti como se meu corpo tivesse virado um experimento. Rogério me forçava a tomar os remédios "preventivos" contra sífilis, enquanto Dr. Dante, com sua calma habitual, seguia insistindo na medicação para tratar a "coceira" que me consumia por dentro.Lá fora, a chuva tamborilava no vidro. Eu encarava o comprimido branco na palma da mão, a garganta apertada.No fim, não consegui engolir.O celular vibrou. Uma mensagem de Dr. Dante:Como está se sentindo hoje? Não se esqueça da medicação. Você está melhorando.Olhei fixamente para a tela. Sem perceber, sorri.Desde que ele entrou na minha vida, esse pesadelo contínuo ganhou um fiapo de luz.Ele não era como os outros médicos.Nunca me

  • Na Ponta da Língua: Clínica do Prazer   Capítulo 8

    Quatro dias se passaram e meu ciclo terminou cedo demais.Normalmente durava uma semana inteira. Dessa vez, acabou de forma estranhamente rápida.O celular vibrou na hora exata.Mensagem de Rogério:Eva, esses dias não consigo pensar em outra coisa. Fecho os olhos e só vejo você me provocando. Estou ficando louco.As palavras explícitas me embrulharam o estômago.Aquele sapo sem noção.Mas eu não tinha escolha.Para piorar, ele ainda ordenou que eu fosse ao encontro vestida de forma sexy, provocante.Engoli o nojo e enfiei aquele vestido rosa de tule transparente. As costas abertas deixavam a pele aparecer em recortes ousados. A saia ondulava a cada passo, desenhando minhas curvas sem pudor.Sob os plátanos na entrada da universidade, Rogério já me esperava.No instante em que me viu, o rosto dele ficou vermelho-escuro. A respiração se tornou pesada, irregular, como a de um touro no cio.Ele me puxou com força para cima da moto. O calor da mão atravessou o tecido fino, queimando minha

  • Na Ponta da Língua: Clínica do Prazer   Capítulo 7

    A mão dele se fechou no meu pulso como uma morsa. A força foi tanta que lágrimas brotaram na hora.Lutei com tudo o que tinha, mas era inútil. O medo subiu em ondas violentas... aquele louco não estaria pensando em me forçar ali mesmo?Quando fui arrastada para o interior do bosque, minhas costas já estavam cobertas de suor frio.Era o lugar onde casais costumavam se esconder à noite. De dia, quase ninguém passava por ali. A casca áspera das árvores raspava meus braços descobertos, ardendo como fogo.— Rogério, você está me machucando! — Gritei, a voz embargada, os olhos queimando.O homem à minha frente não tinha nada do garoto dócil que me seguia como um irmão mais novo. O rosto estava distorcido, estranho, quase monstruoso.— Sua vadia! — O xingamento caiu sobre mim como um tapa.No instante seguinte, o punho dele se chocou contra o tronco ao lado.O impacto foi brutal. Folhas despencaram, o chão tremeu levemente sob nossos pés.Dei um passo para trás, encolhida. Aquilo não parecia

  • Na Ponta da Língua: Clínica do Prazer   Capítulo 6

    — À noite... é ainda pior. Uma solidão que queima, que me tira o sono...Parei no momento certo, mordendo o lábio inferior.Levantei os olhos com delicadeza. Os cílios tremiam, suaves como asas.A respiração de Dr. Dante ficou visivelmente mais pesada.Levanteime com lentidão. Fingi um leve desequilíbrio e apoieime no braço dele.Mesmo através do jaleco, senti os músculos tensos, rígidos como pedra.— De acordo com observações clínicas, — A voz dele soou seca de repente — essa reação indica que a medicação começou a fazer efeito. Primeiro vem o estímulo de progesterona... e quando os níveis hormonais atingem o pico...A explicação técnica se interrompeu no meio da frase.Meus dedos já estavam roçando suavemente o pomo de Adão dele.Naquela distância, o cheiro que vinha da gola era viciante, desinfetante limpo, misturado ao fundo quente de um perfume masculino discreto.— Doutor... — Fiquei na ponta dos pés, o hálito tocando o queixo dele. — Eu não entendo nada do que está dizendo. Só

  • Na Ponta da Língua: Clínica do Prazer   Capítulo 5

    Chega. Rogério nunca foi o meu tipo. Não havia por que gastar pensamentos com ele.A noite caiu silenciosa. No dormitório, só o sussurro contínuo do arcondicionado quebrava o vazio.Encolhime na cama de solteiro, os dedos apertando o lençol sem perceber.O que não saía da minha cabeça era o calor das pontas dos dedos dele, naquele consultório.A provocação sem alívio algum... aquilo doía mais do que qualquer castigo.— Eu enlouqueci... — Mordi a ponta da fronha, enquanto as pernas se cruzavam e roçavam sozinhas, num movimento traidor.A cama rangeu baixo.Congelei no mesmo instante.A colega da cama ao lado virou o corpo. Prendi a respiração até ter certeza de que ela não tinha acordado. Só então me permiti continuar.A clandestinidade tornava tudo ainda mais intenso.A lua entrava pela janela como água fria, refletindo na minha testa suada.Encostei o olhar na tela do celular, a foto roubada dele no trabalho. A silhueta de costas, envolta no jaleco branco, fez meu corpo inteiro esqu

บทอื่นๆ
สำรวจและอ่านนวนิยายดีๆ ได้ฟรี
เข้าถึงนวนิยายดีๆ จำนวนมากได้ฟรีบนแอป GoodNovel ดาวน์โหลดหนังสือที่คุณชอบและอ่านได้ทุกที่ทุกเวลา
อ่านหนังสือฟรีบนแอป
สแกนรหัสเพื่ออ่านบนแอป
DMCA.com Protection Status