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Capítulo 2

ผู้เขียน: Beringela
O couro da maca estava gelado, colado à parte interna das minhas coxas.

Subi com um certo desajeito, e a saia se embolou inteira na altura da cintura.

Senti as pupilas dele queimarem minhas costas, e um arrepio percorreu minha espinha.

O pomo de Adão dele subiu e desceu devagar. Sob o jaleco branco, notei o peito se movendo com mais força.

Ainda assim, Dante manteve a compostura. Pegou o estetoscópio com precisão quase clínica.

O metal frio encostou no meu peito e, por pouco, não deixei escapar um grito.

A peça deslizou por dentro da alça fina da regata, parando com exatidão acima do coração.

Prendi a respiração. Era impossível não notar que, sob aquele tecido quase inexistente, eu não usava nada por baixo.

Os dedos dele estremeceram — um tremor mínimo, mas presente. As orelhas ficaram coradas.

Sorri por dentro. Então até um médico contido como ele ruborizava com uma menina como eu.

— Batimentos acelerados, mas ritmo regular. — Recolheu o estetoscópio com voz mais grave que antes. — Menina, exatamente onde sente esse desconforto?

Torci os dedos no colo e deixei que minha voz vacilasse, vulnerável.

— Doutor... é como se... tivesse algo se agitando dentro de mim.

Levantei os olhos, deixando os cílios tremerem um pouco.

— À noite... costumo ter sonhos difíceis de descrever...

Era verdade.

As imagens vinham tão nítidas, tão intensas, que acordava com os lençóis úmidos, o corpo inteiro pulsando em dor e desejo.

O olhar dele escureceu.

Sem dizer palavra, indicou que eu me deitasse. Obedeci. E a palma de sua mão, quente, pousou de repente no meu ventre nu.

Estremeci. Os músculos dos meus glúteos se contraíram num espasmo involuntário.

— Sente dor aqui? — O polegar dele desenhou um círculo logo abaixo do meu umbigo.

— Ah! — Arfei, surpresa com a doçura obscena do som que escapou dos meus lábios.

Dor? Não...

Aquilo era prazer puro. Um arrepio cortante, como eletricidade líquida, correndo por dentro até as extremidades do corpo.

A mão do médico desceu mais um pouco. Onde tocava, a pele fervia.

Mordi o lábio inferior com força, tentando conter sons mais humilhantes. Os dedos dos pés se enrolaram no limite da maca, como se buscassem um ponto de ancoragem.

— Tem algum parceiro fixo? — A pergunta veio de repente.

Neguei com a cabeça, os cabelos se espalhando pelo lençol branco como tinta escorrendo.

— Quando foi sua última relação sexual?

Palavras que deveriam me deixar constrangida. Mas, naquele instante, agiam como gasolina derramada num incêndio.

Respondi num murmúrio hesitante, sem olhar nos olhos dele. Notei o olhar dele desviar — várias vezes — para os meus pés.

E era verdade: meus pés sempre chamaram atenção. Pequenos, bem desenhados, unhas pintadas com esmalte cor cereja. Um rapaz uma vez disse que pareciam peças de jade num museu.

— Seus pés... — Murmurou Dr. Dante, com a voz mais áspera — São muito delicados.

Senti uma onda quente explodir no ventre.

Sem pensar, sussurrei:

— Quer... tocar?

E me arrependi no mesmo segundo.

Direta demais. Nada a ver com a imagem de universitária doce que eu deveria sustentar. Mas havia algo delicioso em destruir essa máscara. Em testar os limites.

Ele, no entanto, pareceu não ouvir.

A expressão permaneceu serena, o mesmo autocontrole gélido.

Continuou o exame, impassível.

A mão morna desceu do abdômen, em direção ao sul. Quando os dedos roçaram lugares onde nunca ninguém havia tocado daquela forma, arqueei o corpo sem perceber, como se oferecesse mais.

Era bom... bom demais.

Meu corpo inteiro queimava. Os pensamentos, enevoados. Eu já não era dona de mim.

Cada centímetro da minha pele implorava. Cada célula pulsava, faminta.

Meus olhos estavam úmidos, pesados, como se até o olhar escorresse em desejo.
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