Por um instante tudo pareceu girar ao redor de Vitória — o som, o movimento, o próprio ar dentro do carro. Então veio o silêncio, pesado, sufocante. Ela levou alguns segundos para perceber que ainda estava respirando. O coração batia tão forte que parecia ecoar dentro da própria cabeça. Aos poucos, a realidade começou a voltar em fragmentos: o volante à frente de Sofia, o cheiro leve de borracha queimada no ar, o celular caído no chão do carro. Vitória virou o rosto lentamente. — Sofia… A voz saiu baixa, trêmula. Sofia ainda estava segurando o volante com força, como se o corpo precisasse daquele ponto de apoio para se manter no lugar. Quando Sofia virou o rosto, Vitória viu o sangue. Um fio vermelho escorria da testa de Sofia, descendo devagar pela lateral do rosto. Os olhos de Vitória se arregalaram imediatamente. — Sofia… você está sangrando. Sofia levou a mão à testa quase por reflexo e, ao olhar os dedos manchados de vermelho, soltou uma pequena respiração que parecia
Última atualização : 2026-03-13 Ler mais