Depois da última conversa com Átila — sobre gostar de alguém, sobre Katty, sobre ter ido além do que imaginava e, ainda assim, não entender o que sentiu depois — Gus fez exatamente o que ela aconselhou: procurou ajuda. No começo, foi difícil até sentar naquela cadeira. As mãos inquietas, o olhar fugindo, como se qualquer pergunta pudesse abrir algo que ele não estava pronto pra encarar. Mas o psicólogo não pressionou. Falava com calma, com aquele tipo de voz que não invade, só alcança. E, pouco a pouco, Gus foi falando. Falou de Katty. Falou do momento. Falou do prazer — e, principalmente, do que veio depois. O silêncio pesado. A estranheza. A raiva. O nojo que não fazia sentido. O psicólogo o ouviu até o fim antes de responder. — É normal, às vezes, você se sentir em dúvida em relação ao que gosta ou não — disse, com firmeza, mas sem dureza. — Você não precisa, e nem deve, achar que está errado ou cometendo algo absurdo. Gus manteve o olhar fixo no chão. — Ter relações não si
Dernière mise à jour : 2026-04-05 Read More