Beatriz chegou à cafeteria, mas não encontrou Isadora.Pegou o celular e ligou. Isadora atendeu rapidamente.— Você já chegou? Surgiu um imprevisto, e não consigo sair daqui! Mas fica tranquila, tem alguém cuidando do Neve. Vai para a esquerda. Você encontra logo.Beatriz seguiu a direção indicada. De longe, viu um homem sentado numa cadeira. Quando se aproximou e reconheceu Marcelo, parou.Sob a luz do fim de tarde, ele estava recostado, com as pernas cruzadas. O terno destoava do ambiente descontraído. Em seu colo, Neve mastigava uma folha tenra de capim.O contraste era marcante: Marcelo, tão sério, com um coelho delicado no colo.Beatriz ficou olhando por um instante, distraída.Marcelo percebeu e ergueu a cabeça com tranquilidade.— Por que está parada aí? Vem ver o Neve. Ele ficou com saudade de você esses dias.Beatriz voltou a si e se aproximou, surpresa.— É você?Ela tinha imaginado que Isadora pediria a outra pessoa para levar o coelho.Marcelo acariciou as orelhas de N
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