Eduardo falou com a voz carregada de impotência:— Daniela, por que você é tão cruel com Diego? Eu sei que você não gosta da Mariana, mas ele é só uma criança. A memória dele ainda não voltou e, na percepção que ele tem agora, você sempre foi a mãe de quem ele mais depende, a pessoa mais próxima dele.Daniela apertou os lábios, respirou fundo e disse, tentando manter a paciência:— Chantagem emocional não funciona mais comigo. Diego ainda é pequeno. Já que ele está doente, leve ele para fazer tratamento. Ficar enganando ele o tempo todo desse jeito... Você acha que isso é para o bem dele, mas, na verdade, só está machucando ainda mais. Além disso, eu não sou mãe dele. Não tenho obrigação de pensar sempre por ele.A voz dela era fria, com uma firmeza que não deixava espaço para contestação.Eduardo encarou ela, que não cedia nem um pouco, e a expressão dele ficou ainda mais séria.Daniela achou que já tinha deixado tudo claro o bastante e virou para entrar em casa.Eduardo deu um passo
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