Naquela época, havia ternura até nos menores detalhes da rotina tranquila dos dois.Todas as manhãs, antes de sair de casa, Eduardo envolvia a cintura de Daniela com os braços, se inclinava e dava um beijo nela.Os cílios de Daniela estremeceram. Ela saiu bruscamente das lembranças e fechou depressa o último botão.— Pronto.Sem olhar para Eduardo, afastou as mãos, se virou e saiu da tenda.Ele se levantou imediatamente e foi atrás dela.......Daniela caminhava a passos rápidos, enquanto Eduardo seguia em silêncio, sempre a mais de dez metros de distância.Quando chegou a uma área aberta e tranquila, ela parou.Daniela se virou e percebeu que, por causa do ferimento, Eduardo avançava devagar. Toda a raiva que vinha reprimindo explodiu naquele instante.Ela voltou a passos largos e parou diante dele, encarando seus olhos.— Você acha que tem sete vidas? Que pode se arriscar de qualquer jeito e nunca vai morrer?!Eduardo ficou paralisado.— Havia tantos socorristas no local. Por que j
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