Mas, se era um sonho, por que parecia tão real?Ela sentia, ainda que de forma vaga, uma mão sobre o próprio ventre.A palma era seca e quente.Havia até uma leve aspereza, como se tivesse calos.Daniela franziu a testa. Os cílios tremeram.Tentou abrir os olhos, mas as pálpebras estavam pesadas demais.Um suspiro soou ao lado do ouvido.Logo depois, a mão se afastou.Em seguida, passos leves, quase imperceptíveis.E então, o som de uma porta se fechando.O ambiente voltou ao silêncio.Na cama, a testa franzida de Daniela relaxou aos poucos.E ela voltou a dormir.......Às sete da noite, Lívia bateu à porta.— Sra. Daniela, já acordou?Daniela abriu os olhos devagar.A luz suave do abajur envolvia o quarto em um tom quente.Ela esfregou os olhos, se apoiou na cama e sentou.Olhou para a porta fechada e respondeu:— Já acordei.A porta se abriu, e Lívia entrou.— O jantar já está pronto.Ela se aproximou e falou em voz baixa:— Tem um Sr. Eduardo lá fora. Ele disse que é seu marido.Ao
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