POV ANA CLARAEle se afasta, mas não completamente. Seus lábios ainda roçam os meus, e eu sinto o calor do seu hálito no meu ouvido.— Isso não foi encenação — ele sussurra, a voz rouca, carregada de uma intensidade que me faz tremer.Eu o encaro sem saber o que dizer, o coração batendo forte. Um sorriso trêmulo surge nos meus lábios, e uma alegria que teima a surgir.Ele me vê?Ele me quer?E não é por causa do contrato?É por mim? Por nós? Ou foi apenas um desejo manifesto?O corredor, antes palco de uma brincadeira inocente e de um beijo avassalador, agora parece estranhamente vazio. Gabriel se foi, levando consigo o calor dos seus lábios e a eletricidade que preenchia o ar. Leo, ainda com os olhos arregalados, me puxa pela mão, a risada infantil quebrou o feitiço, mas não a intensidade do momento. Sofia, a babá, ainda está ali, parada como uma estátua, o ódio em seus olhos agora misturado com uma inveja que a consome. Mas, por alguma razão, o olhar dela não me atinge mais. Não de
Última atualização : 2026-03-30 Ler mais