Nova York brilhava lá fora, como sempre fazia, cheia de luzes que escondiam mais do que revelavam. Do alto daquele prédio, a cidade parecia organizada, quase inocente, com o trânsito desenhando linhas perfeitas entre os quarteirões e os prédios refletindo um poder que, para a maioria das pessoas, parecia inalcançável. Mas Lucca Santorini nunca enxergou beleza naquele cenário. Para ele, aquilo era estrutura, fluxo, dinheiro em movimento e, acima de tudo, gente. Gente que errava, que precisava, que se quebrava. E era exatamente ali que ele encontrava espaço para agir. Encostado no vidro do escritório, com um copo de uísque na mão e o terno impecavelmente ajustado ao corpo, ele observava tudo como quem observa um tabuleiro já ganho. Não havia pressa no olhar, nem ansiedade nos gestos, apenas a calma de quem sabia que cada peça estava exatamente onde deveria estar. A televisão ligada atrás dele passava números e gráficos de mercado, mas Lucca não prestava atenção. Não precisava. Aquilo
Última atualização : 2026-08-06 Ler mais