Vinte minutos depois, a porta do apartamento dela foi destrancada. O trajeto de carro havia esgotado a pouca bateria que restava no corpo de Maya. Quando eles cruzaram a sala, ela tentou virar em direção ao sofá desbotado para se jogar nas almofadas, mas Leo a impediu, guiando-a direto para o quarto. Ele a fez sentar na beirada do colchão, tirou os tênis dos pés dela e a empurrou delicadamente para trás. Maya deitou. A cama de solteiro rangeu sob o movimento. Leo puxou dois edredons grossos de dentro do armário, cobrindo o corpo trêmulo da garota até a altura do queixo, transformando-a em um casulo de tecido. O interfone do apartamento tocou. Leo saiu do quarto e, menos de dois minutos depois, retornou. Ele havia deixado uma sacola de farmácia sobre a cômoda e trazia nas mãos uma tigela. O cheiro rico e temperado de canja de galinha caseira com legumes inundou o quarto. A embalagem descartada na cozinha denunciava que o caldo não vinha de uma lanchonete qualquer, mas d
Última atualização : 2026-09-13 Ler mais