Matteo Giordano Depois que o Leandro saiu do hospital, fiquei ali juntamente com a dona Dolores, o meu irmão e a Maísa esperando a Carmen acordar. Já era noite quando a doutora Clara vem até a sala e avisa que ela acordou e quer me ver. Entrei no quarto do hospital com o coração martelando contra as minhas costelas. Ver a minha cigana ali, deitada sob aqueles lençóis brancos e impessoais, era um alívio após as últimas horas de puro inferno. Ela parecia tão frágil, tão vulnerável, mas a forma como a respiração dela ritmava o monitor cardíaco era a única música que eu precisava ouvir para me manter de pé. Caminhei devagar, sem fazer barulho, sentindo o cheiro forte de medicação e antisséptico misturado ao aroma natural da pele dela que eu tanto amava e desejava. Aproximei-me da cabeceira, puxando uma cadeira para me sentar bem ao seu lado, e não resisti em tocar sua mão trêmula, entrelaçando nossos dedos com força. Carmen mexeu os cílios longos devagar, emitindo um pequeno gemi
Última atualização : 2026-09-10 Ler mais