Isabella Marcel — No que você está pensando, minha cientista? — ele perguntou baixo, rompendo o silêncio com aquela voz aveludada. Ergui ligeiramente o rosto para encarar aquele sorriso de canto que eu amava. — Estou pensando que minhas teorias científicas falharam miseravelmente — respondi com uma leve risada. — É mesmo? E qual foi a falha? — ele perguntou, arqueando uma sobrancelha, divertido. — Eu passei anos acreditando que a razão e a lógica podiam controlar tudo — falei, acariciando a linha da sua mandíbula com os nós dos dedos. — Mas a verdade é que nenhuma fórmula no mundo conseguiria explicar a forma como eu me sinto quando estou nos seus braços. Você desarmou tudo, Bernoulli. E, pela primeira vez na vida, eu não quero reconstruir nenhuma muralha. Julian abriu um sorriso lindo, daqueles que ilumina os olhos azuis até no escuro, e me puxou para mais perto, cobrindo-nos com o lençol. — Você não precisa mais de muralhas, Isa. Porque onde quer que a gente vá, eu vou ser a
Última actualización : 2026-10-14 Leer más