Se ele continuasse pedindo desculpas a Luana, isso começaria a parecer que estava se rebaixando diante dela, admitindo seus erros.Além disso, mesmo que ela tivesse sofrido injustiças na casa da família Garcia, ainda assim não deveria ter descontado sua raiva numa criança, muito menos empurrado Camila.Quando terminou de espalhar a última camada da pomada, Gustavo finalmente soltou a mão dela.— Luana, eu sei que você foi injustiçada. Mas, no futuro, se acontecer alguma coisa com você, pode simplesmente me contar. Eu resolvo por você. Não desconte sua raiva nos outros. — Ele falou num tom carregado de censura.— Ah. — Luana respondeu, indiferente. Então abaixou os cílios, observando a mão já enfaixada, e disse suavemente. — Estou cansada. Quero descansar.Uma pressão sufocante tomou o peito de Gustavo. Ele havia imaginado muitas reações dela, até mesmo uma briga, mas nunca aquele silêncio, aquela reação calma e indiferente.Seu olhar deslizou involuntariamente até a grande cama de casa
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