Antes, era o Leo e eu que corríamos atrás dele."Quando você vem para casa? Pode passar um tempo com o seu filho? Você sequer ama a gente?"Agora, a situação tinha se invertido. Mas nós não estávamos olhando para trás.Nos feriados, eu levava o Leo para viajar, vimos a aurora boreal nas planícies de gelo e surfamos no oceano. Nós vivíamos bem. O Bruce sempre descobria o nosso itinerário e nos seguia de longe. Ele se sentava do outro lado do terminal no aeroporto ou a algumas mesas de distância no café da manhã. Quando o Leo ia esquiar, o Bruce ia logo atrás, aterrorizado com a ideia do filho cair.Certa vez, o Leo caiu de verdade. Bruce correu até lá, mas Leo já estava de pé, tirando a neve da roupa.— Eu não preciso de ajuda, Alfa.A mão estendida do Bruce congelou no ar.— Tudo bem. — Disse ele, baixinho. — Você está indo muito bem, Leo.Ele aprendeu a não interferir, seguindo a gente como um fantasma. Mas isso não significava que o meu coração estava amolecendo.Sete meses a
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