Quando Laís voltou à mansão da família Henriques, Fátima Freitas, sua sogra, estava na sala, arrumando flores.Laís ficou na entrada, trocou os sapatos e chamou em voz baixa:— Mãe.— Ora, que visita rara. — Fátima nem levantou a cabeça. — Como teve tempo de voltar à mansão hoje? Não vive ocupada com aqueles probleminhas da sua família?— Foi Yuri que pediu para eu vir buscar algumas coisas. — Laís respondeu, contendo a paciência.Só então Fátima ergueu os olhos e a olhou de cima a baixo. O olhar passou pelo vestido lavado até ficar desbotado, depois pelo rosto sem maquiagem. Ela puxou o canto da boca.— Yuri pediu para você pegar emprestado, não foi?Laís sempre soube que Fátima a desprezava. Ela vinha de uma família simples, não era boa o bastante para Yuri, nem para a família Henriques.— As joias estão no cofre. Venha comigo. — Fátima largou a tesoura, limpou as mãos com um pano, se levantou sem pressa e subiu as escadas.Laís a seguiu.No escritório do segundo andar, o cofre ficav
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