CAPÍTULO 58MABELA escuridão que me envolve começa a se dissipar lentamente, mas o retorno à consciência é pesado, arrastado e incômodo. Quando finalmente consigo forçar as minhas pálpebras a se abrirem, a luz branca e fria do teto fere as minhas pupilas. Pisquei várias vezes, tentando limpar a minha visão que insiste em permanecer completamente embaçada, nublada, como se uma névoa espessa cobrisse o quarto. O cheiro característico de éter e produtos hospitalares invade as minhas narinas, trazendo consigo a memória imediata do colapso na estufa.Tento mover a minha cabeça sobre o travesseiro rígido, sentindo uma pontada de exaustão na base do crânio. É nesse instante que um vulto se aproxima rapidamente da lateral da minha cama de ferro, e uma voz familiar, trêmula e embargada pelo alívio, ecoa bem perto de mim.— Mabel... meu Deus, graças a Deus você acordou! — Melinda exclama, aproximando-se e segurando a minha mão livre com força, enquanto a outra está presa a um acesso de soro co
Last Updated : 2026-07-10 Read more