Fernanda.O Gustavo freia bruscamente o carro no acostamento, os pneus cantando no asfalto molhado. A chuva fina batia no para-brisa, e o silêncio dentro do carro era tão pesado que dava para ouvir minha própria respiração acelerada.— Desce do carro! — ordena ele, com a voz fria e carregada de raiva.— O quê? — pergunto, incrédula, olhando para a estrada deserta ao redor.— Você me ouviu muito bem. Desce! — repete ele, com os olhos faiscando de ódio.— Você está louco? Está chovendo, é meia-noite, e não tem ninguém nessa estrada! — exclamo, sentindo o medo crescer dentro de mim.— Não é problema meu. Você quis me fazer de otário, agora aguenta as consequências — responde ele, com um sorriso cruel nos lábios.— Gustavo, por favor, tenha consciência. Eu não posso descer aqui no meio do nada — imploro, com a voz embargada.— Ah, agora você me chama de Gustavo com jeitinho? Antes estava toda agarrada com o Wesley no escritório! — grita ele, batendo as mãos no volante. — Você acha que eu
Last Updated : 2026-10-01 Read more