Quando o interfone tocou, Paula imaginou que o motorista de Gustavo tivesse chegado mais cedo.A voz do segurança, porém, soou estranha:— Srta. Paula, jogaram alguma coisa na porta da sua casa.— O quê?Ela largou o batom sobre a mesa e correu descalça até a entrada.Ao olhar pelo visor da porta, viu um líquido vermelho-escuro escorrendo pela fresta e se espalhando lentamente pelo tapete.Não era tinta.A substância começava a escurecer...Era sangue!Assim que percebeu, Paula gritou e recuou, derrubando um vaso.Os cacos perfuraram a sola de seus pés, mas ela nem parou para olhar. Apenas se apoiou na parede para levantar e correu outra vez até a porta.O líquido vermelho continuava entrando pela fresta. O capacho do lado de fora já estava completamente encharcado.Com as mãos trêmulas, ela abriu a porta.No mesmo instante, um balde cheio de sangue despencou de cima do batente.A porta, a moldura e o chão ficaram cobertos por um vermelho intenso. Um forte cheiro de sangue se espalh
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