CAPÍTULO 9Ao ouvir a sua recusa, a paciência do seu pai evaporou-se por completo.Contornou a cama com passos rápidos e pesados, os seus sapatos gastos a bater no chão de linóleo com uma cadência ameaçadora. A Samanta tentou recuar, encolhendo-se contra a cabeceira da cama, procurando fazer-se pequena, invisível, mas ele foi mais rápido. Agarrou-a pelo braço com uma força brutal.— Larga-me! —exigiu ela, debater-se inutilmente. A dor subiu-lhe pelo ombro, aguda e picante.O seu pai aproximou-se mais, o seu rosto a centímetros do dela, tentando intimidá-la com o seu hálito, uma mistura nauseabunda de tabaco barato, café ranhoso e álcool da noite anterior.— Ouve-me bem, Samanta —sissurou o homem à sua frente, com uma violência contida que lhe gelou o sangue—. Não quero saber se ele é
Última actualización : 2026-09-29 Leer más