CAPÍTULO 58Lucía Flores estava de pé, com as costas coladas à porta fechada, respirando aceleradamente. Seu peito subia e descia, não pelo esforço físico de ter corrido atrás do avô, mas pela adrenalina tóxica de estar trancada novamente com o seu verdugo. Mas, desta vez, a dinâmica havia mudado.À sua frente, cercado por torres de pastas e estatutos corporativos, Fernando Castillo a encarava. Havia afrouxado o nó da gravata e tinha uma fina camada de suor na testa. Seus olhos escuros iam do rosto de Lucía para a porta, como se calculasse as probabilidades de escapar ou de atacar.Mas, desta vez, não havia arrogância em seu rosto. Havia medo. Um terror primitivo e palpável. Porque ele sabia, melhor do que ninguém, que a mulher à sua frente já não era a ex-noiva abandonada que chorava na calçada. Já não era a garota que contava as moedas para pagar a fotocópia das anotações dele.Agora ela era a dona do seu destino. Sua chefe suprema. A mulher que, com uma única assinatura, podia demi
Última atualização : 2026-08-14 Ler mais