Helena soube que precisaria sair do próprio apartamento por quatro noites quando encontrou um homem que nunca tinha visto saindo do banheiro dela com um pedaço de parede na mão.Parou na porta.O homem também.Atrás dele, havia poeira no chão, duas ferramentas abertas e um buraco retangular onde, naquela manhã, ainda existia revestimento.— Boa tarde — disse ele.Helena olhou para o pedaço de parede.— Para quem?O técnico hesitou.Justo.A síndica apareceu no corredor logo depois.Marta Azevedo, cinquenta e poucos anos, administrava o prédio com uma combinação de eficiência e excesso de mensagens em grupo.— Helena, eu estava tentando te ligar.Helena tirou o telefone da bolsa.Três chamadas perdidas.Tinha passado a última hora numa reunião.— O que aconteceu?Marta apontou para dentro.— A prumada de água do seu lado apresentou fissura. Começou no apartamento de cima, mas a umidade desceu pela parede técnica.Helena entrou.O banheiro estava parcialmente desmontado.A parede junto
Última actualización : 2026-09-13 Leer más