O quarto estava em penumbra. O som ritmado dos monitores cardíacos preenchia o silêncio denso.William estava estirado na cama; o lençol cobria o curativo volumoso na coxa direita, o braço esquerdo conectado a uma bolsa de soro e outra de sangue. O rosto dele, sempre imponente e dominador, estava cinzento, sem cor, com os lábios ressecados e os cabelos pretos desgrenhados sobre o travesseiro. A respiração saía pesada, arrastada pelo efeito da morfina e pela fraqueza crua.Dei três passos trêmulos até a borda do colchão.Minhas pernas cederam. Apoiei os cotovelos no lençol e encostei as pontas dos dedos na bochecha dele, sentindo a pele fria, áspera da barba por fazer.As lágrimas represadas desabaram sem freio.O peito doía tanto que parecia que o chumbo tinha entrado em mim. Pousei a testa contra a mão dele, os dedos grandes inertes entre os meus. O Don, que parecia feito de pedra, estava ali, quebrado por salvar o meu primo, por caçar as respostas da minha mãe.Fiquei ali, sem me mo
آخر تحديث : 2026-10-01 اقرأ المزيد