Dante inclinou um pouco a cabeça e a observou.Sem querer, lembrou-se do sorriso de Lavínia na garupa daquela scooter elétrica.Naquele momento, ela parecia realmente feliz.Era um sorriso aberto, espontâneo, sem nenhum traço de fingimento.Muito diferente de como ficava perto dele.Por mais que tentasse agir com naturalidade, Lavínia nunca relaxava de verdade em sua presença. Havia sempre uma tensão discreta nela, como se mantivesse cada gesto sob controle.— Eu acredito em você.Dante se recostou no sofá e fechou os olhos.— Vou dormir um pouco.Lavínia abaixou a mão.— Você não dormiu ontem à noite?— Não.Na noite anterior, Dante havia voltado para o clube.Patrícia continuara conversando com todo mundo, animada demais para dar sinais de que pretendia encerrar a noite, e ninguém tivera coragem de sugerir que fossem embora e acabar com o clima.Naquela manhã, ele chamara Lucas para sair e comprar café da manhã justamente porque precisava tomar um pouco de ar.Lavínia olhou para Dant
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