No centro, diante de uma mesa simples, Eleonora Valente estava sentada.Usava uma blusa de seda cor de marfim e calça de alfaiataria, como se tivesse saído de um almoço beneficente. O cabelo continuava impecável. Apenas os pés descalços sobre o piso frio destoavam da imagem — os sapatos de salto estavam alinhados ao lado da cadeira, como se ela os tivesse tirado para trabalhar.À sua frente, um notebook aberto.Na tela, um fragmento do arquivo.Helena não precisou se aproximar para saber qual era. O ponto vermelho do mapa continuava pulsando em seu bolso, cada vez mais rápido, como um coração que reconhecia o próprio dono.Eleonora se virou na cadeira.Olhou primeiro para o filho. Depois, para Helena.— Você costurou a sua assinatura nos pacotes — disse. Não havia raiva na voz. Havia algo que lembrava admiraç&atild
Última actualización : 2026-10-30 Leer más