Depois do almoço, André levou Helena ao shopping e comprou várias roupas e joias. Completou, assim, o papel de marido atencioso, exibindo em público um casamento feliz.Pegou a mão dela para colocar um anel. Até o tom lembrava a época do casamento.— Queria dar a você tudo o que existe de melhor no mundo.Helena dobrou os dedos e fechou a mão para impedir.— Você precisa de um psicólogo.André não se irritou. Abriu os dedos dela à força e colocou o anel, sem se importar com a dor nem com as marcas vermelhas que deixava nas articulações.Segurou sua mão, admirou o resultado e levou os dedos aos lábios com delicadeza.A aliança no anelar esquerdo parecia uma tentativa de reaproximar os dois.Mas a mão dela estava fria, assim como o beijo dele.Nada daquela ternura chegava até Helena.Sem querer, ela lembrou dos beijos de Caio.Quentes, suaves, cheios de cuidado e compaixão.Ao menos como ator, ele parecia melhor.No fim da tarde, o céu ganhou um vermelho que lembrava sangue.André est
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