No quarto, o sangue no dedo de Dante já havia secado.Sem que Cecília percebesse, ele apertou o corte até fazê-lo sangrar de novo. Só então estendeu a mão para ela, fazendo uma expressão sofrida.— Ceci, tá doendo...Cecília pegou o antisséptico na mala, levou Dante até o sofá e mandou que se sentasse. Limpou o ferimento com cuidado e, por fim, colocou um curativo.Dante fez um leve biquinho.— Ceci, ainda dói...Ela deu um tapa de leve no braço dele, dessa vez sem a menor delicadeza.— Ah, para! Você acha mesmo que eu não percebi? Foi você que mordeu esse dedo!Desmascarado, Dante não pareceu nem um pouco constrangido. Em vez disso, baixou os olhos, e sua expressão ficou ainda mais abatida.— Ceci, desculpa... É que eu vi aquele cara vindo atrás de você e fiquei mal. Aí eu... Eu...Ele se calou por um instante, cabisbaixo.— Eu sei que não devia ter feito isso. Mas não consegui me controlar. Você e ele ainda são marido e mulher. É normal que vocês façam coisas juntos.Cecília começou
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