Depois da ligação de Maria, a sala ficou em completo silêncio por alguns segundos. Theodore encarou a tela do celular, sentindo uma estranha e inquietante sensação se formando no fundo do peito.Mas aquela inquietação não durou. O calor à sua frente logo fez com que ela desaparecesse.— Papai, mamãe, Theodore, por favor, não culpem Diana — Elara fungou, com as lágrimas ainda presas aos cílios e a voz suave e suplicante. — Tudo isso é culpa minha. Se não fosse pela minha festa, ela não teria ficado tão chateada a ponto de ir embora...— Elara, você não tem culpa disso — mamãe disse, puxando-a para um abraço apertado e protetor, com a voz transbordando de ternura. — Você é sempre tão atenciosa e gentil. Se ela tivesse sequer uma fração da sua bondade, esta família não estaria se afogando em todo esse drama.Papai e Adrian também se aproximaram, murmurando palavras de consolo para Elara.Eu flutuava no ar, observando-os reunidos daquele jeito, e tudo o que sentia era uma ironia amarg
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