Capítulo 17LinaSua mão é como um torno em volta da minha, quente, dura, inflexível. Ele me arrasta pelo salão de baile, abrindo caminho na multidão sem um olhar para os convidados que se afastam à nossa passagem, e eu o sigo, o coração batendo, a respiração curta, dividida entre a raiva e uma excitação que não quero confessar. Ele não diz nada, não se vira, caminha direto para frente, e sinto a fúria que emana dele como um calor palpável.Atravessamos as portas-janela que dão para o terraço, e a noite nos envolve de repente, fresca, silenciosa, estrelada. A música da orquestra já não é mais que um murmúrio distante, e as luzes do salão de baile se apagam atrás das cortinas de veludo. Ele finalmente solta minha mão, mas é para se virar para mim, e seu olhar me prega no lugar.— O que você está fazendo? — digo, a voz trêmula. — Você me arranca do meu cavalheiro, me arrasta para este terraço, me olha como se quisesse me matar. Explique-se.Ele não responde de imediato. Fica ali, de pé
Last Updated : 2026-09-17 Read more