Heitor pegou seu aparelho celular corporativo com uma das mãos e, com a outra, segurou com firmeza e extrema suavidade a mão miúda de Ruth, conduzindo-a em direção à saída da imensa sala de reuniões.— Venha — disse ele, definitivo, a voz grave não dando margem para recusas.Ruth piscou várias vezes, tentando acompanhar o passo firme, longo e atlético dele pelo corredor espelhado e carpetado da diretoria.— Para onde? Eu preciso voltar para casa, eu... eu tenho obrigações na garagem, senhor...— Não discuta. Apenas venha e confie em mim — interrompeu Heitor Valdez, sem olhar para trás, mantendo os dedos entrelaçados nos dela.Sem forças físicas ou mentais para resistir ou argumentar, esgotada pela humilhação daquela manhã, Ruth se deixou levar. Eles pegaram o elevador privativo da presidência direto para o subsolo do estacionamento privativo. Com extrema delicadeza, Heitor abriu a porta do banco do carona de seu carro importado e esperou pacientemente que ela se acomodase antes de fec
Last Updated : 2026-10-01 Read more