CECÍLIA ELLIS WHITMOREO carro de Maya dobrou a esquina, mas continuei olhando para trás. A porta da mansão já tinha desaparecido da minha vista. Daniel e Evelyn, não. Em minha mente eu ainda via os braços dele ao redor da cintura dela, como se tivessem esperado apenas a minha saída para ocupar a casa juntos.Maya dirigiu sem ligar o rádio. Eu fingia prestar atenção às ruas. — Seu pulso está doendo? — Maya perguntou ao parar num sinal. Ela olhava para a minha mão, pousada sobre o colo.Girei o braço. A pele estava vermelha onde Daniel tinha apertado, mas eu conseguia mexer sem problemas.— Não. O machucado só parece pior do que é — respondi, puxando a manga para baixo.No apartamento dela, deixei a mala ao lado do sofá. Maya trouxe um cobertor, um travesseiro e um copo d’água. Ofereceu o quarto de hóspedes, mas recusei. Eu queria ficar perto da porta, embora não soubesse explicar por quê.Passei a noite acordando a cada ruído. Um ruído da geladeira, um vizinho fechando uma janela e a
Última actualización : 2026-10-15 Leer más